Uma MAV q não me impede de viver!!!

LUCIANA KELE DORINI

AVENIDA IGUACU
MANGUEIRINHA
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05/05/2019 18:07
Em maio de 2015, para tentar ajudar pais de crianças com problemas semelhantes aos meus, eu criei o...
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Entre Ondas de Emoção

05/05/2019 18:07

Em maio de 2015, para tentar ajudar pais de crianças com problemas semelhantes aos meus, eu criei o “Eu tenho um hemangioma e daí???”.

Uma atitude despretensiosa, eu só queria que outros pais não passassem o que o meus pais passaram por falta de informação, eu só queria que outros pacientes não tivessem ilusões e decepções como eu tive... Meu intuito era só informar sobre quais especialistas procurar, sobre quais os tratamentos existentes, e além disso, demonstrar que mesmo tendo uma diferença estética, nós podemos ser felizes... E assim, além de dados técnicos o blog foi alimentado com a minha história, contada, resumidamente, em pequenos capítulos.

Para minha surpresa o blog não foi acessado somente por pais ou pacientes, ele foi acessado mais de 700 mil vezes por pessoas dos mais diversos lugares do mundo.

E por conta da repercussão desse trabalho, eu comecei a ser chamada a palestrar sobre a minha vivência...  E depois das palestras eu fui instigada a fazer vídeos... Iniciei os vídeos para promover o blog, e os vídeos acabaram, como as palestras, sendo vistos como motivacionais... Também fui convidada a escrever colunas para jornais de circulação regional... e fiz tudo isso, com todo amor...

Mas, pós blog, palestras, vídeos, colunas...  E depois de entender que minha história e a minha forma de ver a vida estavam conseguindo ajudar a mudar outras histórias, eis que surge um desafio: “Lu, não está na hora de escrever um livro?”

Escrever um livro???

Eu???

Sinceramente, eu já havia tentado, e tinha fracassado... Escrevi umas 50 páginas de algo que eu não gostei, e se nem eu gostei, quem gostaria?

Mas dessa vez, foi diferente... dessa vez eu não só aceitei o desafio, como resolvi vencê-lo.

Eu comecei a escrever sem saber ao certo como ele seria... Eu só comecei a escrever o que eu sentia... Porém, um livro precisa mais que sentimentos, um livro precisa de detalhes, e se eu não lembro a roupa que usei ontem, a cor da cortina do meu quarto, ou quando foi a última vez que choveu, como me lembraria dos detalhes de tempo e espaço para contar a minha história?

No meu livro fracassado eu tentei colocar esses detalhes, descrever os lugares, as roupas, os cheiros... entretanto,  está escrito que esses detalhes são necessários para eu contar a minha história?

Não,  isso não está escrito, e é por isso que eu pude escrever a minha vida de outra forma, com outro tipo de detalhes... Eu não lembro que roupa usei ontem, mas lembro como me senti quando coloquei aquela roupa verde ou azul, horrenda, ao entrar tantas vezes em centros cirúrgicos... eu não lembro quando foi a última vez que choveu, mas sei, perfeitamente, como era a tempestade na minha maior e mais assustadora hemorragia...eu não lembro a cor da cortina do meu quarto, mas eu me recordo, com toda a nitidez da apreensão quando se fechavam as cortinas nos pré-operatórios.

E foi assim que eu escrevi o meu livro, contando todas as minhas lembranças... boas e ruins... contando todos os meus sentimentos... detalhando tudo o que se passava na minha cabeça durante todas as ondas que me faziam subir, e depois me faziam descer... que me davam um ar, e depois me tiravam o fôlego.

E em março de 2019, publiquei o “Entre Ondas de Emoção”, cujo lançamento oficial se deu no dia 26 de abril, em Mangueirinha, cidade onde moro.

E como não poderia ser diferente, o lançamento também foi emocionante. Entre 400 e 500 pessoas lotaram o auditório do Centro de Eventos Darci Gubert. Familiares, amigos, conhecidos, pessoas que, certamente, sempre torceram e rezaram por mim nos momentos mais difíceis, estiveram ao meu lado nesse que foi o momento mais feliz da minha vida.

Os primeiros livros foram entregues para os meus pais e para o meu irmão, porque trabalhei mais de 10 meses em segredo para poder fazer uma surpresa a eles que desde o meu nascimento lutaram ao meu lado... Eles gostaram do livro, mas eles são suspeitos, então depois do lançamento, depois de estar realizada com o sucesso do evento, pairava mais uma dúvida: “E os leitores, gostarão da história?”

E para minha grata surpresa, menos de 48 horas depois dos livros terem sido entregues recebi a primeira mensagem: “Lu, terminei o livro e adorei”... e depois outra, e outra, e outra... e já foram várias pessoas que terminaram a leitura e sim, gostaram da história e da forma com que ela foi escrita.

Os lançamentos vão continuar, porém já me sinto realizada por ter conseguido, mais que eternizar a minha vida em 279 páginas de um livro, me sinto realizada, por saber que todas as ondas que vivi, servirão para motivar pessoas a jamais desistirem de lutar.